Psicologia Política do Corpo
Consciência, Política e Constructos Virtuais
Fomos condicionados a buscar a segurança
do lado de fora. Passamos grande parte da vida acreditando que, se conseguirmos controlar as circunstâncias, a economia e as pessoas ao redor, finalmente estaremos seguros. Mas o mundo é instável. Tudo é bambo, tudo tem diferentes ritmos.
O resultado dessa busca por controle é a geração de mundos de fantasia, estados crônicos de ansiedade, expectativas irreais e reatividades emocionais. Isso nos leva a viver com medos não processados e sensações de esgotamento, gastando a nossa energia na tentativa de forçar uma falsa premissa de segurança a não desmoronar.
"É verdade que muitos desses estados são induzidos por situações sociais ou econômicas opressivas. Mas, na maior parte do tempo, habitamos mapas de sobrevivência antigos, retidos em lugares internos onde não há outras possibilidades."
O nó da questão é que esses dois espaços, o do aqui e agora e o das prisões internas, se superpõem. Eles operam ao mesmo tempo. Tentamos resolver problemas práticos no presente enquanto habitamos prisões construídas no passado e que duram até hoje.
Essas prisões foram feitas para garantir que não perdêssemos o controle em momentos de dor.
A tragédia é que nos fragmentamos, nos dissociamos.
Hoje, somos simultaneamente os prisioneiros que sofrem com essas regras, os arquitetos que as desenharam e os guardas que as defendem.
Quando a vida pressiona, uma dessas arquiteturas defensivas assume a direção.
Entramos em pânico, perdemos a lucidez e reagimos ao presente como se estivéssemos lutando pela própria sobrevivência, sequestrados por uma realidade antiga que está acontecendo dentro de nós.
A Psicologia Política do Corpo é a investigação de como as tensões retidas no corpo e as narrativas da mente geram os nossos constructos virtuais. Esses constructos funcionam como espaços com regras próprias que ditam o que você percebe, o que deseja e a sua capacidade de agir na realidade.
O objetivo do método é promover a transição da condição de alterius juris, onde você vive sob o comando dessas prisões internas, para o estado de Imperium, assumindo o governo de si mesmo (sui juris).
Alterius juris: ser governado por forças externas ou por outro.
Sui juris: ser governado por si e a partir de si.
Ter Imperium é a capacidade de moderar e conduzir os afetos não pela supressão, mas pela clareza do direcionamento da sua energia. A Engenharia Bioelétrica da Consciência é a prática para desarmar os estados reativos, e ela acontece em quatro passos fundamentais:
Você não pode sair de uma prisão que não sabe que habita. A primeira etapa é reconhecer que, quando você reage com desespero ou pânico, não é o seu "Eu" atual agindo, mas uma parte da sua consciência aprisionada em um mapa antigo. Para sair dessa superposição, você precisa fazer contato com a sensação física do bloqueio no corpo e ter a coragem de olhar para esse inferno interno, percebendo que você não morre ao senti-lo. A prática é constatar que essa impotência pertence a uma prisão de outro tempo e espaço, aprendendo conscientemente a sair desse espaço-tempo.
Você não pode sair de uma prisão que não sabe que habita. A primeira etapa é reconhecer que, quando você reage com desespero ou pânico, não é o seu "Eu" atual agindo, mas uma parte da sua consciência aprisionada em um mapa antigo. Para sair dessa superposição, você precisa fazer contato com a sensação física do bloqueio no corpo e ter a coragem de olhar para esse inferno interno, percebendo que você não morre ao senti-lo. A prática é constatar que essa impotência pertence a uma prisão de outro tempo e espaço, aprendendo conscientemente a sair desse espaço-tempo.
Você não pode sair de uma prisão que não sabe que habita. A primeira etapa é reconhecer que, quando você reage com desespero ou pânico, não é o seu "Eu" atual agindo, mas uma parte da sua consciência aprisionada em um mapa antigo. Para sair dessa superposição, você precisa fazer contato com a sensação física do bloqueio no corpo e ter a coragem de olhar para esse inferno interno, percebendo que você não morre ao senti-lo. A prática é constatar que essa impotência pertence a uma prisão de outro tempo e espaço, aprendendo conscientemente a sair desse espaço-tempo.
Você não pode sair de uma prisão que não sabe que habita. A primeira etapa é reconhecer que, quando você reage com desespero ou pânico, não é o seu "Eu" atual agindo, mas uma parte da sua consciência aprisionada em um mapa antigo. Para sair dessa superposição, você precisa fazer contato com a sensação física do bloqueio no corpo e ter a coragem de olhar para esse inferno interno, percebendo que você não morre ao senti-lo. A prática é constatar que essa impotência pertence a uma prisão de outro tempo e espaço, aprendendo conscientemente a sair desse espaço-tempo.
• Mapeamento da própria engenharia bioelétrica e dos constructos internos.
• Autodeterminação consciente dentro dos próprios constructos virtuais.
• Geração ativa de estados corporais e mentais que ampliam a potência de agir e as possibilidades de resposta.
• Governo da própria reatividade para ações políticas e sociais lúcidas.
• Agentes interessados em transformação social, coerência emocional e estudos da consciência.
• Profissionais de psicologia, terapias corporais e autodesenvolvimento.
• Pessoas decididas a mapear as suas prisões internas e assumir o autogoverno.
A tese integra a psicologia somática de Wilhelm Reich, a filosofia da potência de Baruch Spinoza, os conceitos de espaço e tempo de Henri Bergson, bem como estudos contemporâneos em neurociência e a cognição basal bioelétrica de Michael Levin. O objetivo não é estabelecer uma teoria fechada, mas mapear a mecânica exata de como as prisões internas operam no corpo e na mente. Com essa base biológica, o método trabalha na reengenharia dos seus espaços internos. Você aprende a navegar, dissolver e reconstruir essas estruturas, mantendo sua integridade e a capacidade de agir sem sucumbir ao desespero.
Doutor em Psicologia e autor de A Psicologia Política do Corpo.
Após anos de pesquisa, dedico o meu trabalho a desvendar a mecânica das prisões internas e a transmitir esse sistema por meio de workshops e mentorias. O meu objetivo é conduzir pessoas na retomada do autogoverno e no domínio da sua própria engenharia bioelétrica.